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Vagas



Quando pensares em mim,

associa-me a uma tarde de verão,

ao vento que sopra do mar sem fim,

entoando no mundo, nuviosa canção.


Sou sombra, sou fulgor,

desapego e saudade,

queima em mim o calor

da frieza que me invade.


Sou como o céu a esmorecer,

que, lentamente, sua luz se apaga,

na penumbra do entardecer,

no turbilhão atroz das águas.


Sou noite, sou manhã, sou dia,

distante de ti, a mais pura agonia!

Desafortunada nave, que então naufraga,

na sombria e cruel imensidão das vagas.



"Vagas" poesia de Alexandre Menphis publicada na Antologia Alvorecer da Editora Porto de Lenha e em Vidas de Areia (segunda edição)












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