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O Candelabro

Atualizado: 17 de mar. de 2023



É noite! A escuridão cai pesada

na catedral da vida, e o silêncio

reina absoluto, completamente intenso,

por toda a extensão da fria madrugada.


O relógio bate, os ponteiros correm.

Nas vidraças, pingos de chuva escorrem.

Em seu interior nada se ouve, mas eu,

ouço o ruído do silêncio no breu.


A fraca luz ilumina o salão.

Entregue aos livros fujo da solidão,

ou engano, não sei se a mim ou a ela,

na pálida claridade, triste, amarela.


Os ponteiros se cruzam! Ventos uivantes

invadem minha alma nesse instante.

Escrevo seu nome em minha imaginação

com letras forjadas em meu coração.


Volto-me à janela, percebo um vulto.

Talvez a solidão seja meu fantasma oculto,

que tenta me dominar neste cenário macabro,

iluminado pela chama de um frio candelabro.



Este poema faz parte do livro Vidas de Areia sendo publicado

pela primeira vez em Ondas Poéticas – Darda Editora-2015.













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